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Destaques

A manogamia existe?

Cresci em um lar cristão e tem coisas que são difíceis de tirar do coração, sabe? Mas desde mais novo eu sempre me perguntei: como é possível um casal durar tantos anos sem desejar outra pessoa? Ou será que, quando acontece uma traição, é só um casamento por conveniência, ou por acreditar nos valores da fé? Eu não tive tantas experiências em relacionamentos, e faz um tempo que venho estudando bastante sobre isso. Com o que li e refleti, percebi que a resposta não é um simples “sim” ou “não”. Ela existe, sim, mas não é algo concreto, universal ou que todo mundo nunca sinta. Se relacionar é uma forma de viver uma vida leve e, para muitos, super gratificante. Mas também não é a única via possível para o amor, o desejo ou um sentimento verdadeiro. Quero falar sobre isso com total respeito, sem julgar quem escolhe viver monogâmico, poliamoroso, aberto ou qualquer outro tipo de compromisso consensual. O que importa é o que funciona para cada um, desde que haja honestidade, comunicação e cons...

Sabedoria é também saber simplificar

Imagem: Dmitry Voronov | Pexels

Leia ouvido: Still Here - Dylan Dunlap 💭

Muita gente confunde inteligência com confusão mental. Acham que, para demonstrar sabedoria, é preciso falar difícil, saber muitas informações ou complicar tudo. Mas, na realidade, a verdadeira sabedoria está justamente no contrário: na simplicidade.

Sempre acreditei que simplificar a vida não é ignorar as dificuldades, nem fingir que elas não existem. Pelo contrário, é olhar para cada situação com mais clareza, sem exageros, sem carregar culpas desnecessárias. É entender que nem tudo precisa ser complicado, que algumas coisas podem e devem ser mais leves.

Já percebi que, quanto mais a gente amadurece, mais aprende a cortar o que não agrega, a evitar discussões que não levam a nada e a escolher onde colocar nossa energia. Demorei muito para entender isso, mas, depois que aprendi, me tornei outra pessoa. 

"Porque a energia é limitada, e gastá-la com o que não tem solução ou com coisas que só nos desgastam não faz o menor sentido."

O problema é que, muitas vezes, NÓS MESMOS SOMOS OS RESPONSÁVEIS POR DIFICULTAR O QUE PODERIA SER SIMPLES. A gente se apega ao que já deveria ter deixado para trás, carrega expectativas que só nos machucam e insiste em encontrar respostas para perguntas que nem precisariam ser feitas. No fundo, complicamos a vida tentando resolver o que, talvez, nem seja um problema.

Acredito que um dos maiores sinais de sabedoria é saber o que merece nossa atenção e o que devemos deixar de lado. Algumas batalhas não precisam ser lutadas, algumas conversas não precisam ser prolongadas e algumas dores não precisam ser revividas. Isso não significa ser frio ou indiferente, mas sim aprender a se preservar.

Eu mesmo já caí na armadilha de tentar entender demais, explicar demais, consertar demais. Mas percebi que algumas coisas são o que são. Nem sempre há um motivo oculto, nem sempre há uma resposta satisfatória. Às vezes, a única coisa que podemos fazer é aceitar e seguir em frente.

E seguir em frente não significa abrir mão de tudo. Pelo contrário, significa escolher onde vale a pena insistir e onde é melhor deixar ir. Significa abrir espaço para o novo, para o leve, para o que realmente faz sentido. Porque a vida já é cheia de batalhas por si só, e a gente não precisa colocar mais complicação no caminho.

Simplicidade é sabedoria, e elas devem andar de mãos dadas. É conseguir olhar para as coisas como elas são, sem rodeios. É aprender a valorizar o essencial, a escolher bem as lutas e a entender que, no fim das contas, o que realmente importa quase sempre é mais simples do que imaginamos.

Com amor, James. 

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