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A manogamia existe?

Cresci em um lar cristão e tem coisas que são difíceis de tirar do coração, sabe? Mas desde mais novo eu sempre me perguntei: como é possível um casal durar tantos anos sem desejar outra pessoa? Ou será que, quando acontece uma traição, é só um casamento por conveniência, ou por acreditar nos valores da fé? Eu não tive tantas experiências em relacionamentos, e faz um tempo que venho estudando bastante sobre isso. Com o que li e refleti, percebi que a resposta não é um simples “sim” ou “não”. Ela existe, sim, mas não é algo concreto, universal ou que todo mundo nunca sinta. Se relacionar é uma forma de viver uma vida leve e, para muitos, super gratificante. Mas também não é a única via possível para o amor, o desejo ou um sentimento verdadeiro. Quero falar sobre isso com total respeito, sem julgar quem escolhe viver monogâmico, poliamoroso, aberto ou qualquer outro tipo de compromisso consensual. O que importa é o que funciona para cada um, desde que haja honestidade, comunicação e cons...

Priorize quem fica; não quem promete ficar

 

Imagem: Rabia Hanım | Pexels
Leia ouvindo: The Way You See Me - Sophia Alexa 💭

A gente cresce ouvindo que promessas são importantes. Que dizer que vai estar ali já é uma prova de amor. Mas, com o tempo, a vida mostra que quem mais promete nem sempre é quem realmente fica. E que, no fim das contas, o que sustenta uma relação, seja ela de amor, amizade ou parceria, não são as palavras bonitas, mas as atitudes que nem sempre precisam serem mostradas.


Porque falar que vai ficar é fácil. Difícil é estar. É sustentar a presença mesmo quando o outro está insuportável. Mesmo quando o mundo lá fora parece mais interessante. Mesmo quando o orgulho grita, quando a rotina cansa, quando o medo do compromisso aperta.


Já perdi tempo demais esperando por gente que jurava que não ia embora. Que dizia que ia estar comigo nos dias bons e ruins, mas sumiu no primeiro dia mais demorado. E não falo em ter mágoa. Digo sobre o aprendizado. Sobre entender que a presença que desejamos mostrar ao próximo, não se promete, se demonstra.


Tem gente que não promete nada, mas tá lá. Todos os dias. No cuidado pequeno, no "chegou bem?", no "já almoçou?", no olhar que entende quando você não tá bem e não te força a falar. Fica. Sem dizer que vai. Sem fazer cena. Sem exigir aplauso.


E é essa gente que a gente precisa priorizar.


O mundo anda rápido demais. As pessoas estão cada vez mais distraídas, ocupadas, fugindo de qualquer coisa que pareça exigir um pouco mais de presença, de esforço, de verdade. E, no meio disso tudo, quem escolhe ficar, mesmo podendo ir, merece ser visto com outros olhos.


FICAR NÃO É SE PRENDER. É DECIDIR ESTAR. E quem escolhe estar com você mesmo conhecendo seus defeitos, seus dias ruins, suas fases estranhas... essa pessoa vale ouro.


Então, por mais que a gente se encante com palavras doces, com promessas feitas na empolgação de um começo bonito, o que sustenta mesmo é quem segura sua mão quando você tá em pedaços. Quem te vê feio, cansado, confuso... e ainda assim continua.


Não se iluda com quem sabe dizer tudo o que você queria ouvir. Porque quem realmente importa talvez nem tenha as melhores palavras, mas vai estar ali quando ninguém mais estiver.


No fim das contas, a gente aprende que o amor,  o de verdade, não mora nas promessas. Mora na constância. Na presença.


E que melhor do que ouvir "eu nunca vou embora", é sentir que a pessoa ficou mesmo quando poderia ter ido.


Com amor, James. 


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